[outono 2014] Hoje, talvez não exista uma força tão onipresente como o turismo – e isso não se deve apenas ao fato de ser esta uma das atividades mais lucrativas do capitalismo pós-industrial. O turista não é mais uma figura rara, uma aparição extraordinária. Ele faz parte da paisagem urbana, cumpre um papel vital na economia e na cultura de países e cidades. É uma “profissão” –como sugere ironicamente Francis Alÿs na ação ‘Turista’, realizada na Cidade do México.
Encontro
[inverno 2014] Os Encontros Carbônicos, realizado entre março e abril de 2014 na galeria Largo das Artes, no Rio de Janeiro, materializou um antigo desejo da Carbono em ver as relações propostas e as discussões levadas a cabo pela revista acontecerem em um espaço físico, com interações entre obras, artistas, cientistas, pesquisadores de diversas áreas e público.
Guerra
[outono de 2014] Impossível pensar a história e a atualidade sem levar em conta todas as violências que nos atravessam – na cidade, na floresta, nas notícias, nas imagens – por todos os cantos somos forçados a refletir e sentir os afetos dos embates do mundo. A guerra é o conflito elevado a sua máxima potência. O Brasil, assim como quase todas as Nações, se construiu sobre ela. No nosso caso, uma guerra contra populações indígenas, que já mudou de contexto e lugar muitas vezes, mas que se mantém ao longo de 514 anos e não parece encaminhar para um fim. Mas as nossas guerras não param por aí.
Gravidade
[verão 2013/2014] Todos os corpos sofrem o efeito da gravidade. Única força universal no modelo padrão da física, ela revela um diálogo insuspeito: que a matéria age sobre o espaço, condiciona seu movimento. Para alguns, gravidade é geometria. A gravidade nos acompanha em nosso cotidiano – na superfície desse planeta, as coisas caem e manter-se erguido exige esforço. Nada que impeça que nosso desejo de subir, voar e alcançar os céus, desafie com ousadia crescente os limites impostos pela gravitação.
Dinheiro
[Primavera 2013] As notas passam pelas mãos a todo tempo. Através delas, velozes elos de ligação formam-se entre desconhecidos. Cidadãos são, em geral, atormentados pela falta de tempo e de dinheiro. Os dois termos parecem estar intrincados num embate de forças: se há um, não há o outro, e vice-versa. E o combate é a tal ponto acirrado que os dois viram quase equivalentes – há quem acredite que tempo é dinheiro.